quarta-feira, 29 de maio de 2013

Escrevo

Escrevo porque preciso. Pra desintalar a alma e não engasgar com as próprias tormentas.
Escrevo pra não morrer.
Como se cada ser merecesse ser crucificado pelo que é, a própria desgraça de estar imerso em si mesmo não basta.
Escrevo porque, por mais que encontremos alguém disposto a dividir a vida, ninguém é capaz de compreender sempre a outra alma, de entender poréns sem precisar questioná-los, de relevar absurdos e fazer silêncio para que a dor se canse e vá embora.
Porque ninguém é capaz de ouvir impropérios e entender que o momento deles é um extravaso breve. Escrevo porque sou louca. E ninguém entenderia a loucura que é ser louca de si sem querer se tratar. Se fosse antes, estaria encarcerada num manicômio qualquer.
Hoje não, é 2013, hoje, eu só escrevo.

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